segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Elitismo: A crença da ignorância

Segundo a Wikipédia, elitismo é o sistema embassado no favorecimento de uma Minoria. Não existe nada mais preconceituoso, imoral e degradante que algo que favorece apenas alguns. Por isso mesmo, o elitismo é tão terrível. Mas infelizmente, uma minoria se acha melhor que os outros á sua volta e cria rótulos, faz críticas destrutivas, especula negativamente tudo o que é voltado para uma massa ou cai no gosto popular. Incrível que a história nos mostra o quanto a análise crítica pode se modificar, se desdizer ou se aprimorar ao longo do tempo. Vejamos o exemplo de Grandes Personalidades como Berlioz quando desenvolveu seus "poemas sinfônicos" num período em que Paris estava voltada à ópera. Ele viu sua música mergulhada numa grande aura de fracasso e que, mais tarde, se tornaria uma precursora do Romantismo. Lembremo-nos que a ópera surgiu como um entretenimento popular que volta e meia, utilizava-se do burlesco para apresentar obras sérias. Shakespeare foi "O mais famoso dramaturgo da história" porquê escrevia e se apresentava para as massas, falando de sentimentos simples, de coisas cotidianas, de fácil compreensão para seus contemporâneos. Com certeza, alguns elitistas torceriam o nariz á ele. Ilustrador também foi o surgimento do Impressionismo, quando Millet começou a pintar paisagens com esta nova técnica e foi rejeitado pelos acadêmicos. Foi preciso a tutela de Napoleão para que suas obras fossem vistas de outra maneira. O próprio modernismo sempre envolveu-se com o preconceito, o elitismo de uma minoria para se firmar e isto apenas aconteceu com o apoio das multidões. É o caso do rock que começou como o levante dos negros americanos, foi criticado pela sociedade conservadora e branca, virou modismo e terminou sendo o ícone de contestação até hoje. E nada mais comum do que a própria contestação. O Movimento Hippie, que começou na década de 60, contestando a Guerra do Vietnã e depois, o modelo social e econômico-militar da classe média americana, a segregação racial, com um discurso pacifista, anti-nacionalista e criou uma identidade forte. Além de todos os conceitos de uma "sociedade alternativa" à contestada, tinha seus símbolos, suas gírias, sua música, seu estilo visual. Foi aclamada por muitos e odiada por alguns e dividiu a história em antes dos hippies e depois dos hippies. O tempo passou e alguns conceitos resistiram, outros se tornaram obsoletos. O estilo, símbolo da contestação, se tornou o símbolo dos vovôs e vovós legais que "fumavam um baseado" e curtiam aquele rock que jovem nenhum escuta mais. Que coisa, não? Como pode algo tão impactante se transformar em "breguinha"? Mas como disse Walter Benjamim: "frui-se, sem criticar, aquilo que é convencional; o que é verdadeiramente novo, é criticado com repugnância." Bem, na luta do Bem e do Mal.....ops, na luta do que é Cult, In, Chique para o que é Inculto, Over, Comum e outros....contra o elitismo, acho que o mais certo é dar o direito de cada um ser, ler e curtir o que gosta. Sentir e assumir sua própria identidade. Usar e abusar da Livre Escolha, independente da indústria do consumo. Quem somos nós para julgar? Diante de qualquer impasse, vale o que a Ministra diz: Relaxa e Goza.....

Um comentário:

Anônimo disse...

Interessante, eu mesmo conheço algumas pessoas que se acham "da elite", ficam defamando as culturas de massa, aliás, defamando sobre tudo e todos... acredito que a maioria dessa elite tenha um certo complexo de inferioridade, ou mesmo necessidade de auto-afirmação. Vou recomendar esse texto pra essas pessoas...