sábado, 20 de outubro de 2007

À respeito do Amor!

O Amor é esse furacão que chega e arrasa tudo o que vê pela frente? Ou é essa suavidade que dá uma sensação de paz para a vida? Bem, eu particularmente, acredito que podem ser os dois e mais uma infinita quantidade de emoções que existem. Porque amar implica em sair de si mesmo e contemplar outro alguém, admirá-lo, fazer dele a sua razão de viver. E isso mexe com a gente. Quando se deixa de lado o próprio eu, estamos á mercê da vontade do outro. Estamos amarrados á ele porque dependemos de algo naquela pessoa para nos sentirmos inteiros. É como se o Amor nos tornasse um parasita.....E é aí que tudo acontece. Claro que quando o Amor for mal distribuído entre duas pessoas vai gerar raiva, frustração, amargura, dor. Claro que se o Amor estiver em plena sintonia entre os dois vai gerar doçura, paz, contentamento, alegria. Tudo porque o Amor não se compõe sózinho. Ele depende de dois seres para existir: o amante e o amado. Se o sentimento é recíproco, de troca, é maravilhoso, mas se ele vem em mão única, é desastroso.
Bem, o mais importante disto tudo é que sempre vale á pena amar: mesmo que só você ame, mesmo que chore, mesmo que sofra.......porque você vai aprender com ele a ser mais forte, mais segura, mais conhecedora de seus limites e capacidade, angustias e alegrias. É assim como o autor descreveu em seu texto sobre o Amor:

Certezas

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
Mário Quintana

5 comentários:

Anônimo disse...

Ah, o Amor...

Anônimo disse...

De Drummond:
Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Unknown disse...

Amei seus textos, e fico feliz por você compartilhar coisas tão lindas.
Você é muito especial, e só poderia escrever coisas especiais, pois somente quem tem a alma bonita vê o que o mundo tem de belo!

Unknown disse...

Amei seus textos, e fico feliz por você compartilhar coisas tão lindas.
Você é muito especial, e só poderia escrever coisas especiais, pois somente quem tem a alma bonita vê o que o mundo tem de belo!

Unknown disse...

Amei seus textos, e fico feliz por você compartilhar coisas tão lindas.
Você é muito especial, e só poderia escrever coisas especiais, pois somente quem tem a alma bonita vê o que o mundo tem de belo!