Este blog é para todas as pessoas que vivem sua natureza plenamente, sentindo-se parte do universo, parte de Deus e respeitam a vida e tudo o que lhes cercam.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Já se passaram 6 meses desde a minha última postagem e confesso que tentei, por várias vezes, escrever....mas sem sucesso. Talvez eu precisasse de um tempo para sentir as emoções de viver, simplesmente. Talvez eu precisasse transcender a necessidade de arguir a vida, de dar pareceres, de falar sobre ela. Eu precisava tomar parte da ação, como disse Nikos Kazantzakis sobre seu personagem, Zorba-O grego: "como se a dor não fosse senão um sonho e a vida uma tragédia delirante, onde é prova de ignorância e grosseria subir ao palco e tomar parte da ação." Por muito tempo, vivi minha vida como expectadora de uma tragédia. Sem dúvidas, quando tomamos distância das coisas enxergamos melhor. Mas em alguns momentos, por mais grosseiro que isto seja, precisamos tomar parte da ação. Nestes 6 meses, eu vivi um turbilhão de encontros e desencontros, de perdas, de dores e de novas aprendizagens. Conheci pessoas e sentimentos novos e desconheci atitudes em pessoas que eu cria conhecer. Vi fatos, li livros, sonhei e realizei coisas. Então, estou destilando aos poucos tudo isto e tentando transformar em testemunho. Buscando as coisas mais marcantes, lembrei do livro " O Caçador de Pipas" porquê não é simplesmente um livro que conta uma história....é um manuscrito que despe as pessoas em suas emoções e relacionamentos. Fácil associar aos 6 meses vividos longe do blog. No livro, o personagem se mostra humano, flexivel ao tempo e á realidade que o cerca, sentimentos que vão de um extremo a outro, desejos e medos e toda a ambiguidade do espírito humano. O mesmo espírito que evolui, involui, se transforma, se molda como uma massa de argila diante da vida e seus elementos. É o homem essencialmente bom como acreditava Rosseau? Ou a humanidade se enquadra mais na expressão de Hobbes "Homo homini lupus"? A verdade é que a única oportunidade de descobrir sobre os mistérios da alma é adentrando na própria alma, é devagando para dentro de si mesmo como ensina o pensamento socrático. Para isto, precisamos viver a vida de maneira interativa, precisamos dos relacionamentos com as pessoas a nossa volta, precisamos aprender com os outros que estão á distância...porquê é expondo nosso espírito que conhecemos nossas verdades. Lendo "O Caçador de Pipas" me emocionei várias vezes por encontrar ali sentimentos meus, chorei com o Brasil e me horrorizei também com a morte de Isabela Nardoni, e conheci minha capacidade de amar e odiar quando exposta ás atitudes de pessoas próximas.....De tudo isto, o melhor é saber que o saldo é positivo e mesmo com as dores, acredito no Bem, no Amor, em Deus e principalmente, que assim como Einstein, acredito que "O mal não existe, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."
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Um comentário:
amei a postagem
não devia passar tanto tempo sem postar.
Na minha opnião, o mal não é a ausencia de deus e sim a necessidade de um antonimo para a palavra bem...
Para que exista o bem, o mal deve existir, chocar, atingir e fazer com que todos chorem. Para que só assim as pessoas saibam como agir e escolher o caminho a qual seguir
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